Rosa Montero, escritora e colunista exclusiva do jornal espanhol El País, propõe aos leitores um jogo narrativo cheio de reviravoltas. Mistura de romance, ensaio e autobiografia, nele se confundem literatura e vida, como num baú mágico cheio de surpresas.
E assim descobrimos que o grande Goethe adulava os poderosos até chegar ao ridículo, que Tolstói era um energúmeno, e que a própria Rosa, aos 23 anos, manteve um excêntrico e hilário romance com um ator famoso. Mas não devemos confiar em tudo oque a autora conta sobre si mesma: as lembranças nem sempre são o que parecem.
Um livro sobre a fantasia e os sonhos, sobre a loucura e a paixão, sobre os medos e as dúvidas dos escritores e leitores.
"A realidade é sempre assim: paradoxal, incompleta, descuidada. Por isso o gênero literário que eu prefiro é o romance, que é o que melhor se adapta à matéria estilhaçada da vida. A poesia aspira à perfeição; o ensaio, à exatidão; o drama, à ordem estrutural. O romance é o único territória literário em que reinam a mesma imprecisão e falta de limites que reinam na existência humana. É um gênero sujo, híbrido, agitado. " R. M.
MONTERO, Rosa. A Louca da Casa. Tradução Paulina Wacht, Ari Roitman. Rio de Janeiro: Ediouro, 2009.
Título original: La loca de la casa

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